P r ó l o g o
Minhas aulas agora começam às 8h, ou seja, eu pego o metrô num horário ainda mais movimentado que antes. Pensando no bem estar de seus usuários, o metrô monta uma fila no Tucuruvi que te ajuda a pegar um lugar sentado, se você esperar meia hora de pé. Tô pegando essa fila. Detalhe pras pessoas super educadas e pacientes que usam a CPTM e fazem baldeação pro metrô na Luz, e que parecem achar que se elas não pegarem o primeiro metrô que aparece não tem outro depois, e Lúcifer aparece pra levar suas almas e seus corpinhos pra cozinhar no inferno. Não dá pra se movimentar no metrô depois da Luz.
Agora sim, vamos à história.
Lá estava eu, confortavelmente acomodada, mochilinha no colo, no banco ao lado da porta, pra evitar ter que me locomover pelo vagão pra descer na Sé. Levantei, ía apenas acompanhar o fluxo que naturalmente te leva pra fora. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, do lado do banco tem aquela barra, tipo um pole de pole dance, mais magrinho, que eu tenho que contornar pra sair. Eu contornei, minha mochila não.
Enquanto eu era gentilmente arrastada pra fora do metrô, minha mochila foi prensada na barra pela multidão. Eu puxava pela alça e ninguém, claro, me ajudou a desenroscar o resto. Ela só veio magicalmente quando eu enfiei o pé no buraco entre o metrô e a plataforma.
- Ao desembarcar, cuidado com o vão entre o trem e a plataforma. Evite acidentes.
Ó, dona voz do metrô, te ignorei total. Y soy rebelde. Fiquei lá, ca perna presa no buraco, a outra pra cima feito barata sob efeito de Raid, olhando pras pessoas. Meu primeiro pensamento foi "AI MEU DEUS MEU CELULAR" mas ele tava presinho no bolso da calça (aliás, pela careca do Iniesta, magina se eu tava de saia?!) e a música tava tocando no fone. Meu segundo pensamento foi "AI MEU DEUS VÃO ME PISAR É MEU FIM AVISA MINHA MÃE" mas não, as pessoas não me pisotearam. Ficaram lá me olhando de cima com cara de "ai gente, coitadinha", e eu olhando de baixo com cara de "vão pro inferno seus filho da puta que não me ajuda a levantar, NÃO PRECISO DA AJUDA DE VOCÊS, NÃO SINTAM PENA DE MIM SEUS PLEBEUS".
Depois que eu desenterrei minha perna, levantei, sacodi a poeira e dei a volta por cima, me veio um cara "Ei, cê tá bem? Machucou alguma coisa?"
Não, não machuquei. É SÓ ESSA VERGONHA DE FICAR ESTIRADA NA ESTAÇÃO DE METRÔ MAIS MOVIMENTADA DA AMÉRICA DO SUL NO HORÁRIO DE PICO. Mas brigada por perguntar.
Como vocês são más, pessoas. Como vocês são más.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
Meu azar não tem limite - parte 3
Eu tô tendo uma ligeira impressão de que todos os meus posts podiam ter esse título e que minha vida é uma constante sucessão de tragédias.
Tá, agora eu tô exagerando, a macumba nem foi tão grande dessa vez. Mas se liga:
Tá calor, né? É, tá.
Se eu não tivesse bom senso, eu iria pra aula de pijaminha de verão. Mas eu me permito ir de chinelo.
Meu chinelo, aliás, é o mesmo desde.. 2007? Por aí. O que, pra uma havaiana, é uma vida muito longa, já que aquelas tirinhas fazem de tudo pra estourar. E a gente ajuda, né? Entortando o chinelo co pé.
Mas ele durou esse tempo todo tendo passado por um único remendo, na tirinha da direita do pé direito. Duas vezes. Santa superbonder. Mas enfim.
Não consta na minha memória quando o ocorrido ocorreu, acho que segunda feira. Sim, certeza que foi segunda, porque eu tive prova. Fui, fiz a prova, voltei. Com meu chinelinho remendado. Desci do metrô, tô indo pegar o ônibus pra vir pra casa, o ônibus tá parado lá. Aí acendeu as luzinha de trás, ou seja, tá saindo. Qual a coisa óbvia a se fazer? Baixa o papaléguas e sai correndo pra pegar o ônibus. Tô correndo e acontece o quê? O quê?!
É, Brasil, arrebentou. Mas não arrebentou na tirinha da direita, arrebentou na frente (arrebentando a da direita ainda dá pra andar, mas na frente não). E o ônibus saindo, e eu correndo, o chinelo no chão, voltei pra pegar o chinelo, procurei a rodinha que prende a tirinha, achei, peguei, voltei a correr descalça e tinha um cara segurando o ônibus pra mim. Parei de correr, empinei o nariz, e andei descalça até o ônibus. Agradeci o moço, subi, sentei e abri minha bolsa pra achar instrumentos capazes de consertar o chinelo até chegar na minha casa.
Tudo que encontrei que podia me ajudar eram: minha lixa de unha, pra fazer um furinho na tirinha, e a argola do chaveiro, pra passar pelo furinho e fazer o papel da rodinha arrebentada. Juro que tentei, mas só se a viagem fosse daqui até o Acre pra eu conseguir furar aquilo.
Liguei pra casa. Duas vezes. Ninguém atendeu. Meu pai saiu. E ele tem uma mania ma-ra-vi-lho-sa de deixar o celular em casa. Liguei mesmo assim. Ele atendeu. Pedi pra ele me buscar no ponto, ele buscou (achando que eu tava passando mal e deu uma gargalhada quando me viu descalça co chinelo na mão) e fim.
Ah, e ainda tô com medo dessa prova que eu fiz. A única matéria que eu não tô confortavelmente segura da minha nota.
Ah [2], quanto à entrevista do último post, até agora nada. Perdi, preybói,
Tá, agora eu tô exagerando, a macumba nem foi tão grande dessa vez. Mas se liga:
Tá calor, né? É, tá.
Se eu não tivesse bom senso, eu iria pra aula de pijaminha de verão. Mas eu me permito ir de chinelo.
Meu chinelo, aliás, é o mesmo desde.. 2007? Por aí. O que, pra uma havaiana, é uma vida muito longa, já que aquelas tirinhas fazem de tudo pra estourar. E a gente ajuda, né? Entortando o chinelo co pé.
Mas ele durou esse tempo todo tendo passado por um único remendo, na tirinha da direita do pé direito. Duas vezes. Santa superbonder. Mas enfim.
Não consta na minha memória quando o ocorrido ocorreu, acho que segunda feira. Sim, certeza que foi segunda, porque eu tive prova. Fui, fiz a prova, voltei. Com meu chinelinho remendado. Desci do metrô, tô indo pegar o ônibus pra vir pra casa, o ônibus tá parado lá. Aí acendeu as luzinha de trás, ou seja, tá saindo. Qual a coisa óbvia a se fazer? Baixa o papaléguas e sai correndo pra pegar o ônibus. Tô correndo e acontece o quê? O quê?!
É, Brasil, arrebentou. Mas não arrebentou na tirinha da direita, arrebentou na frente (arrebentando a da direita ainda dá pra andar, mas na frente não). E o ônibus saindo, e eu correndo, o chinelo no chão, voltei pra pegar o chinelo, procurei a rodinha que prende a tirinha, achei, peguei, voltei a correr descalça e tinha um cara segurando o ônibus pra mim. Parei de correr, empinei o nariz, e andei descalça até o ônibus. Agradeci o moço, subi, sentei e abri minha bolsa pra achar instrumentos capazes de consertar o chinelo até chegar na minha casa.
Tudo que encontrei que podia me ajudar eram: minha lixa de unha, pra fazer um furinho na tirinha, e a argola do chaveiro, pra passar pelo furinho e fazer o papel da rodinha arrebentada. Juro que tentei, mas só se a viagem fosse daqui até o Acre pra eu conseguir furar aquilo.
Liguei pra casa. Duas vezes. Ninguém atendeu. Meu pai saiu. E ele tem uma mania ma-ra-vi-lho-sa de deixar o celular em casa. Liguei mesmo assim. Ele atendeu. Pedi pra ele me buscar no ponto, ele buscou (achando que eu tava passando mal e deu uma gargalhada quando me viu descalça co chinelo na mão) e fim.
Ah, e ainda tô com medo dessa prova que eu fiz. A única matéria que eu não tô confortavelmente segura da minha nota.
Ah [2], quanto à entrevista do último post, até agora nada. Perdi, preybói,
sábado, 23 de outubro de 2010
Meu azar não tem limite - parte 2
Quando eu acho que já aconteceu coisa ruim demais comigo, eu sempre descubro que isso é um equívoco. Magina, né? Sempre dá pra piorar. Sem-pre. Deus quando me fez pensou "Bom, essa menina já tem um cabelo que é uma merda, ela tem bigode, ela é desengonçada... dá pra foder mais? Ahhh dá!"

Aí quinta feira dia 14 eu tô na aula fuçando no meu tumblr via notebook alheio, e as fotos começam a ficar embaçadas. Que legal, pensei, tô com tontura. Aí comecei a reviver o que eu passei há dois anos atrás no cursinho: minhas mãos começaram a formigar e minhas costas começaram a doer. Falei "Florindo me acode", fui pra sala do lado e morri.
Brinks, morri não, ó eu aqui.
Mas me deu tudo de uma vez, tontura, dor, náusea, tremedeira, liguei pra mamãe e pro papai, papai demorou 872492 dias pra chegar na faculdade, me levou pro hospital que mamãe trabalha e fiquei lá tomando soro na veia. Mais 492760427 horas pra aqueles 29456426 litros de soro acabaram, fui fazer xixi no potinho e EIS, MINHA GENTE que eu tô com infecção urinária.

Doutor me receitou os remédio lá, vim pra casa com mamãe, achei que tinha melhorado mas ía ficar em casa na sexta. Aí na noite de quinta pra sexta eu doí MUITO e doí na sexta o dia todo, de ficar rolando na cama e gemendo (sem NENHUMA conotação sexual). E o remédio, claro, não ía me curar de graça, né? Ele faz mal pro estômago. E meu estômago já é fodidinho de gastrite, aí eu não tava comendo nada, e tava tonta de fraqueza.
É gente, Deus tá me testando.
Aí fui melhorando aos pouquinhos. Mas acabou o remédio e a infecção só diminuiu, aí minha mãe ligou pro outro médico amigo dela e eu tô tomando outro remédio. Perdi uma prova segunda feira e vim embora mais cedo na terça. Tenso.
Agora eu acho que tô bem.
Mas alguém podia avisar nosso Senhor que eu sou covarde e fracote. Não aguento sascoisa não.
Vai testar outro.
Passar bem.

Aí quinta feira dia 14 eu tô na aula fuçando no meu tumblr via notebook alheio, e as fotos começam a ficar embaçadas. Que legal, pensei, tô com tontura. Aí comecei a reviver o que eu passei há dois anos atrás no cursinho: minhas mãos começaram a formigar e minhas costas começaram a doer. Falei "Florindo me acode", fui pra sala do lado e morri.
Brinks, morri não, ó eu aqui.
Mas me deu tudo de uma vez, tontura, dor, náusea, tremedeira, liguei pra mamãe e pro papai, papai demorou 872492 dias pra chegar na faculdade, me levou pro hospital que mamãe trabalha e fiquei lá tomando soro na veia. Mais 492760427 horas pra aqueles 29456426 litros de soro acabaram, fui fazer xixi no potinho e EIS, MINHA GENTE que eu tô com infecção urinária.

Doutor me receitou os remédio lá, vim pra casa com mamãe, achei que tinha melhorado mas ía ficar em casa na sexta. Aí na noite de quinta pra sexta eu doí MUITO e doí na sexta o dia todo, de ficar rolando na cama e gemendo (sem NENHUMA conotação sexual). E o remédio, claro, não ía me curar de graça, né? Ele faz mal pro estômago. E meu estômago já é fodidinho de gastrite, aí eu não tava comendo nada, e tava tonta de fraqueza.
É gente, Deus tá me testando.
Aí fui melhorando aos pouquinhos. Mas acabou o remédio e a infecção só diminuiu, aí minha mãe ligou pro outro médico amigo dela e eu tô tomando outro remédio. Perdi uma prova segunda feira e vim embora mais cedo na terça. Tenso.
Agora eu acho que tô bem.
Mas alguém podia avisar nosso Senhor que eu sou covarde e fracote. Não aguento sascoisa não.
Vai testar outro.
Passar bem.
domingo, 19 de setembro de 2010
Entrei pra modernidade
Sim, subi um nível na vida e minha casa tem gás encanado. Faz mais de um mês que o pessoal da companhia tá por aqui no bairro cavando buraco, quebrando rua e calçada, fazendo uma porra duma barulheira infernal. Além de entrar na minha casa e ficar andando pra lá e pra cá enquanto eu tô no pc vendo foto de jogador. Vão pensar que eu sou o quê?
Aí o negócio funciona pro fogão e pra água quente. Agora o chuveiro não gasta mais luz, gasta gás. Só mudou o nome da conta que tem que pagar. Bom, meu primeiro banho a gás foi hoje.
Vou começar pelo chuveiro. O que antes tinha o diâmetro de um melão, agora tem o de uma uva. Sério. Parece que eu tô tomando banho na pia. E ele é estilo americano, não é de cima pra baixo, é na diagonal. Você só molha um lado do corpo de cada vez, enquanto o outro lado toma friagem. No inverno dá pra pegar uma pneumonia por banho. Plus, o negócio forma um jato numa força que parece que vai quebrar o piso. Batento na barriga faz até cosquinha. É tipo uma massagem mal aplicada.
Eu quero um chuveiro novo.
Não é possível que aquele seja o único modelo disponível adaptado pra gás.
Mas antes fosse só isso.
No meio do banho, eu lá co cabelo cheio de condicionador, a água gela. GELA. Como se tivesse acabado a luz num chuveiro A GÁS. Eu quase levo um choque térmico, grito "mãe!", ela chama meu pai, ele desliga a bagaça do gás e liga de novo while I freeze to death!
E se eu tivesse sozinha?! O negócio é do lado de fora! Eu ía fechar o chuveiro, me enrolar na toalha, co cabelo cheio de condicionador e ir do lado de fora pra arrumar?!
Ó, companhia do gás, tô decepcionada.
Essa modernidade não é pra mim.
Tsc tsc
Aí o negócio funciona pro fogão e pra água quente. Agora o chuveiro não gasta mais luz, gasta gás. Só mudou o nome da conta que tem que pagar. Bom, meu primeiro banho a gás foi hoje.
Vou começar pelo chuveiro. O que antes tinha o diâmetro de um melão, agora tem o de uma uva. Sério. Parece que eu tô tomando banho na pia. E ele é estilo americano, não é de cima pra baixo, é na diagonal. Você só molha um lado do corpo de cada vez, enquanto o outro lado toma friagem. No inverno dá pra pegar uma pneumonia por banho. Plus, o negócio forma um jato numa força que parece que vai quebrar o piso. Batento na barriga faz até cosquinha. É tipo uma massagem mal aplicada.
Eu quero um chuveiro novo.
Não é possível que aquele seja o único modelo disponível adaptado pra gás.
Mas antes fosse só isso.
No meio do banho, eu lá co cabelo cheio de condicionador, a água gela. GELA. Como se tivesse acabado a luz num chuveiro A GÁS. Eu quase levo um choque térmico, grito "mãe!", ela chama meu pai, ele desliga a bagaça do gás e liga de novo while I freeze to death!
E se eu tivesse sozinha?! O negócio é do lado de fora! Eu ía fechar o chuveiro, me enrolar na toalha, co cabelo cheio de condicionador e ir do lado de fora pra arrumar?!
Ó, companhia do gás, tô decepcionada.
Essa modernidade não é pra mim.
Tsc tsc
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Meu azar não tem limite
Nem te conto o que aconteceu hoje.
Mentira, conto sim.
Tipo, eu cheguei no ponto um minuto mais tarde e perdi o 103 (sei disso porque a gorda não tava lá). Ah, tudo bem, vem outro em seguida.
Cadê esse outro? Passou uns bons vários minutos sem Tucuruvi nenhum. Veio um monte de lotação, os fretados que eu sempre vejo quando tô atrasada, e eu comecei a me irritar. Veio um lotado que não parou.
O céu já tava até começando a clarear quando eu pensei brilhantemente "vou subir a rua pra pegar no ponto anterior, antes de encher". Fiquei no vou-não-vou e quando decidi ir, enquanto eu subia a rua, vieram três, TRÊS, T-R-Ê-S, THREE, TROI seguidos, e NENHUM parou pra mim. Eu correndo rua acima desesperada balançando o braço e os três passaram reto.
Bando de motorista filho da puta cuzão que não tem piedade com os trabalhadores que madrugam e se matam pra chegar no horário!
Parei no ponto me deu uma tontura da porra porque eu tô super acostumada a correr, ainda mais em subidas, fiquei sem ar, tava quase desmaiando.
Me deu uma raiva de mim, mas uma raiva! Quem me mandou sair do meu ponto justo na hora que viriam três ônibus seguidos? Sério, acho que foi o capeta que me soprou no ouvido "sobe lá, vai, não vai vir nenhum".
Bom, depois veio e eu consegui chegar no metrô só 10 minutos atrasada (pasmem!).
Pra fechar, na volta eu perdi o ônibus também e vim no pior-horário-possível. Não, não é 6 da tarde, na hora do rush. O pior horário do dia é o da saída da escola. Faltando três pontos preu descer entra aquela penca de adolescente retardado (pleonasmo?) gritando. Odeio.
Agora vou fingir que sou responsável e passar coisa da faculdade à limpo.
Té.
_
Update 13 de agosto
Meu, sou tão sedentária que minhas perna tão doendo demais. Cem metros na subida e eu não consigo andar no dia seguinte.
Mentira, conto sim.
Tipo, eu cheguei no ponto um minuto mais tarde e perdi o 103 (sei disso porque a gorda não tava lá). Ah, tudo bem, vem outro em seguida.
Cadê esse outro? Passou uns bons vários minutos sem Tucuruvi nenhum. Veio um monte de lotação, os fretados que eu sempre vejo quando tô atrasada, e eu comecei a me irritar. Veio um lotado que não parou.
O céu já tava até começando a clarear quando eu pensei brilhantemente "vou subir a rua pra pegar no ponto anterior, antes de encher". Fiquei no vou-não-vou e quando decidi ir, enquanto eu subia a rua, vieram três, TRÊS, T-R-Ê-S, THREE, TROI seguidos, e NENHUM parou pra mim. Eu correndo rua acima desesperada balançando o braço e os três passaram reto.
Bando de motorista filho da puta cuzão que não tem piedade com os trabalhadores que madrugam e se matam pra chegar no horário!
Parei no ponto me deu uma tontura da porra porque eu tô super acostumada a correr, ainda mais em subidas, fiquei sem ar, tava quase desmaiando.
Me deu uma raiva de mim, mas uma raiva! Quem me mandou sair do meu ponto justo na hora que viriam três ônibus seguidos? Sério, acho que foi o capeta que me soprou no ouvido "sobe lá, vai, não vai vir nenhum".
Bom, depois veio e eu consegui chegar no metrô só 10 minutos atrasada (pasmem!).
Pra fechar, na volta eu perdi o ônibus também e vim no pior-horário-possível. Não, não é 6 da tarde, na hora do rush. O pior horário do dia é o da saída da escola. Faltando três pontos preu descer entra aquela penca de adolescente retardado (pleonasmo?) gritando. Odeio.
Agora vou fingir que sou responsável e passar coisa da faculdade à limpo.
Té.
_
Update 13 de agosto
Meu, sou tão sedentária que minhas perna tão doendo demais. Cem metros na subida e eu não consigo andar no dia seguinte.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Preguiça 1 x 0 Obrigações
Fato é que eu sou muito preguiçosa. A pessoa mais preguiçosa que eu conheço, de verdade. Eu fico com uma garrafinha de água do meu lado porque eu morro de sede, mas não vou até a cozinha beber água. A gaveta do guardarroupa (nova gramática sucks) do lado da cama é cheia de comida, pra eu não ter que ir na cozinha pegar quando me dá fome. Eu passo vontade das coisas mas não me mexo/saio de casa pra pegar. Quando raramente (e raramente mesmo, porque vocês sabem que eu não tenho amigos) me chamam pra sair, eu não vou, e em parte é por preguiça. A outra parte é pra não gastar dinheiro, mas a minha mãodevaquice é assunto pra outro post. Se eu pudesse (e tivesse um notebook) eu ficava o dia todo na cama.
Tô falando isso tudo porque eu tinha prometido pra mim mesma que no segundo semestre da faculdade eu ía arranjar um estágio. E eu começo o segundo semestre em agosto, mas ó minha cara de quem quer estagiar:
Já me é um sacrifício acordar 5 da manhã pra ir pra aula, e quando eu chego em casa meio dia, eu almoço e durmo. Juro, eu não-que-ro sair da aula, almoçar fora e ir "trabalhar". Eu sei que esse é o curso normal da vida, que todo mundo deveria fazer isso (pelo menos todo mundo que não é filhinho de papai), mas eu fui criada como filhinha de papai! Mesmo sendo pobre. Sou filha única e mimada, o verbo "trabalhar" não faz parte da minha realidade. E agora que isso vai ter que mudar, eu tô meio que entrando em desespero.
Ontem, durante o meu sonho louco onde minha mãe era amiga do Ronnie Von, que trabalhava pra Melissa, eu ouvi o telefone tocando. Acordei e ouvi minha mãe falando "ela tá dormindo". Dormi de novo e sonhei que minha mãe vinha me acordar pra falar que era um cara da Sony no telefone, me convidando pra uma demonstração ao vivo de uma nova câmera que tavam lançando. Depois minha mãe veio me acordar de verdade e disse que era do CIEE, que tinha proposta de estágio pra mim. Claro que não liguei de volta. Em parte pelo meu ódio de telefonemas (outro assunto pra outro post), mas principalmente porque oi, eu não-que-ro estagiar. Mesmo tendo prometido. Aí minha mãe veio me dar sermão.
Mas eu tô prometendo aqui de novo, quando as aulas começarem eu vou ficar atenta ao quadro de avisos de estágios e na área de estágios do site da faculdade. Mas vou arranjar o máximo de desculpas possíveis pra cada um. Até aparecer um estágio, sei lá, no MASP, das 12h às 18h, 800 reais mais VR e transporte.
... senta lá.
Tô falando isso tudo porque eu tinha prometido pra mim mesma que no segundo semestre da faculdade eu ía arranjar um estágio. E eu começo o segundo semestre em agosto, mas ó minha cara de quem quer estagiar:
Aham, Cláudia,...
Já me é um sacrifício acordar 5 da manhã pra ir pra aula, e quando eu chego em casa meio dia, eu almoço e durmo. Juro, eu não-que-ro sair da aula, almoçar fora e ir "trabalhar". Eu sei que esse é o curso normal da vida, que todo mundo deveria fazer isso (pelo menos todo mundo que não é filhinho de papai), mas eu fui criada como filhinha de papai! Mesmo sendo pobre. Sou filha única e mimada, o verbo "trabalhar" não faz parte da minha realidade. E agora que isso vai ter que mudar, eu tô meio que entrando em desespero.
Ontem, durante o meu sonho louco onde minha mãe era amiga do Ronnie Von, que trabalhava pra Melissa, eu ouvi o telefone tocando. Acordei e ouvi minha mãe falando "ela tá dormindo". Dormi de novo e sonhei que minha mãe vinha me acordar pra falar que era um cara da Sony no telefone, me convidando pra uma demonstração ao vivo de uma nova câmera que tavam lançando. Depois minha mãe veio me acordar de verdade e disse que era do CIEE, que tinha proposta de estágio pra mim. Claro que não liguei de volta. Em parte pelo meu ódio de telefonemas (outro assunto pra outro post), mas principalmente porque oi, eu não-que-ro estagiar. Mesmo tendo prometido. Aí minha mãe veio me dar sermão.
Mas eu tô prometendo aqui de novo, quando as aulas começarem eu vou ficar atenta ao quadro de avisos de estágios e na área de estágios do site da faculdade. Mas vou arranjar o máximo de desculpas possíveis pra cada um. Até aparecer um estágio, sei lá, no MASP, das 12h às 18h, 800 reais mais VR e transporte.
... senta lá.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Não julgue pela capa
Meu pai resolveu pintar a casa de laranja. Mas não é laranja laranja, ou laranja pêra, ou laranja abóbora. É laranja Holanda. E a pintura começou no dia seguinte à nossa derrota pra Holanda, tipo, se ele quer apanhar na rua que apanhe sozinho.
- Olha lá! É aquele cara holandês que pintou a casa de laranja! Pega!
E a multidão enlouquecida munida de pedras e tochas corre pela Vilacalaboca Galvão perseguindo o sujeito enquanto helicópteros fazem a cobertura e atiradores de elite se escondem em prédios esperando a melhor oportunidade pra lançar dardos envenenados.
Minhas aventuras com os pedreiros/pintores caberiam num post à parte e não tô falando de aventuras sexuais seu pervertido filho da puta.
Ó, até que ficou bonitinho. Fizeram essa textura e esse contorninho na janela. E o problema é exatamente a janela, ela foi trocada. E o que por fora ficou tão fofo, por dentro, no meu humilde quarto, ficou um desastre. Em vez de contorninho branco em relevo, tem um contorno de cimento e duas rachaduras que crescem a cada ônibus que passa na rua.
Tipo, cadê que vão arrumar? E pra arrumar as rachaduras tinha que quebrar a parede e fazer de novo, aí todo o dinheiro gasto do lado de fora vai pras cucuia.
Agora tenta falar isso pro meu pai.
♪ Paolo Nutini - Coming Up Easy
- Olha lá! É aquele cara holandês que pintou a casa de laranja! Pega!
E a multidão enlouquecida munida de pedras e tochas corre pela Vila
Minhas aventuras com os pedreiros/pintores caberiam num post à parte e não tô falando de aventuras sexuais seu pervertido filho da puta.
Ó, até que ficou bonitinho. Fizeram essa textura e esse contorninho na janela. E o problema é exatamente a janela, ela foi trocada. E o que por fora ficou tão fofo, por dentro, no meu humilde quarto, ficou um desastre. Em vez de contorninho branco em relevo, tem um contorno de cimento e duas rachaduras que crescem a cada ônibus que passa na rua.
Tipo, cadê que vão arrumar? E pra arrumar as rachaduras tinha que quebrar a parede e fazer de novo, aí todo o dinheiro gasto do lado de fora vai pras cucuia.
Agora tenta falar isso pro meu pai.
♪ Paolo Nutini - Coming Up Easy
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Telemarketando
- Alô?
- Alô, eu gostaria de falar com a senhora Deborah, por favor?
- É ela.
- Oi senhora Deborah, aqui é Fulana da Editora Abril, antes de tudo queria tá agradecendo a sua atenção, mas eu tô ligando pra falar que se a senhora assinar a revista Veja agora por dois anos a senhora ganha 20% de desconto no pagamento, e ainda blábláblá, bláblábláblá bláblá, blá, bláblá, blablá blá e na assinatura de mais uma revista, como a Caras, a Contigo, a blá blá, blábláblá, bláblá. Blábláblá, bláblábláblá blá bláblá e só paga ...
- Olha, agora não interessa não ...
- ... blábláblá, blá blá ...
- Tá, mas agora-não-me-interessa, não.
- Por que não?
- Porque eu não tenho dinheiro.
- Mas nem se for pra pagar a primeira parcela daqui dois meses?
- Não.
- Tá bom então senhora Deborah, a Editora Abril agradece a sua atenção, tenha uma boa tarde.
- Boa tarde.
♪ [off]
- Alô, eu gostaria de falar com a senhora Deborah, por favor?
- É ela.
- Oi senhora Deborah, aqui é Fulana da Editora Abril, antes de tudo queria tá agradecendo a sua atenção, mas eu tô ligando pra falar que se a senhora assinar a revista Veja agora por dois anos a senhora ganha 20% de desconto no pagamento, e ainda blábláblá, bláblábláblá bláblá, blá, bláblá, blablá blá e na assinatura de mais uma revista, como a Caras, a Contigo, a blá blá, blábláblá, bláblá. Blábláblá, bláblábláblá blá bláblá e só paga ...
- Olha, agora não interessa não ...
- ... blábláblá, blá blá ...
- Tá, mas agora-não-me-interessa, não.
- Por que não?
- Porque eu não tenho dinheiro.
- Mas nem se for pra pagar a primeira parcela daqui dois meses?
- Não.
- Tá bom então senhora Deborah, a Editora Abril agradece a sua atenção, tenha uma boa tarde.
- Boa tarde.
♪ [off]
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Sumiço, FESP e carnaval.
A ausência nesse fim-de-janeiro/começo-de-fevereiro tem motivo: preguiça.
De janeiro pra fevereiro rolou meio que uma falta de assunto, porque eu tava naquelas de "ai minhas férias de dois anosputa que pariu que vagabunda eu sou tão acabando, nãããão!", aí começaram as aulas e a preguiça amontou de uma forma que tudo que eu faço no tempo livre é dormir. Mas a obrigação de vir aqui contar da faculdade gritou no meu ouvido de novo pra eu voltar daqui 10 anos e rir de mim mesma e eu vim.
Pois vamos analizar o primeiro semestre do curso de biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (acho o nome tão chique que dá dó de abreviar):
Segunda-feira teve aula de filosofia. Das 7:30 da manhã às 11, quatro aulas de filosofia. Nota: odeio filosofia. Quem sou eu?, de onde vim? e pra onde vou? são perguntas cujas respostas eu não tô muito interessada em descobrir, ainda mais sabendo que o único intuito é fazer pensar, porque a resposta não vai vir.
Terça foi aula de "fundamentos da tecnologia de informação", leia-se informática. É sabido que eu odeio informática, só sei mexer no Word e por necessidade. Saiu do campo "internet", eu tô mais perdida que vendedor de côco no Himalaia.
Quarta foi finalmente uma aula necessária: fundamentos da biblioteconomia e ciência da informação. Só não tô muito certa ainda do que eu vou aprender aqui, porque não sei quais são os fundamentos da bibliot.. zzZzzzZzz
Quinta-feira foi dia de psicologia social. Acho que isso é quase sociologia. Estudar o homem e o ambiente em que vive, como os homens se relacionam, a cadeia alimentar, a simbiose.. ops!, matéria errada.
E sexta-feira, saaalve a sexta-feira, aula de análise textual, o bom e velho português! Dê aqui três vivas, chame a mamãe e o papai, dancem o vira e fiquem felizes por eu ter UMA aula que eu gosto.
Aí quando cê pensa que acabou eu te digo que sábado-feira tem aula. Aula de.. esqueci o nome da matéria, mas é tipo conhecer os possíveis locais de trabalho, com direito a visita e tudo. Vamos visitar bibliotecas e museus não só da cidade, como também a Biblioteca Nacional, que fica naperigosa cheia de traficante e bala perdida cidade maravilhosa cheia de encantos mil, o Rio de Janeiro. Medo. Agradeço aqui por ter um ótimo motivo pra não ir: a pobreza.
E cá estou eu numa segunda-feira de carnaval, suando em cataratas, morrendo de sono, depois de ter chorado outras cataratas assistindo as olimpíadas de inverno. Coisa mais linda de Noel a patinação artística de duplas, chorei muito mesmo. Teve até Stravinsky de trilha e o casal ficou lá atrás. Enfim.
Agora tenho terça e quarta pra, hm, dormir, e ler umas bagaça aí pras aulas.
Volto quando.. não sei quando. Quando der na telha.
Hasta.
♪ [off]
De janeiro pra fevereiro rolou meio que uma falta de assunto, porque eu tava naquelas de "ai minhas férias de dois anos
Pois vamos analizar o primeiro semestre do curso de biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (acho o nome tão chique que dá dó de abreviar):
Segunda-feira teve aula de filosofia. Das 7:30 da manhã às 11, quatro aulas de filosofia. Nota: odeio filosofia. Quem sou eu?, de onde vim? e pra onde vou? são perguntas cujas respostas eu não tô muito interessada em descobrir, ainda mais sabendo que o único intuito é fazer pensar, porque a resposta não vai vir.
Terça foi aula de "fundamentos da tecnologia de informação", leia-se informática. É sabido que eu odeio informática, só sei mexer no Word e por necessidade. Saiu do campo "internet", eu tô mais perdida que vendedor de côco no Himalaia.
Quarta foi finalmente uma aula necessária: fundamentos da biblioteconomia e ciência da informação. Só não tô muito certa ainda do que eu vou aprender aqui, porque não sei quais são os fundamentos da bibliot.. zzZzzzZzz
Quinta-feira foi dia de psicologia social. Acho que isso é quase sociologia. Estudar o homem e o ambiente em que vive, como os homens se relacionam, a cadeia alimentar, a simbiose.. ops!, matéria errada.
E sexta-feira, saaalve a sexta-feira, aula de análise textual, o bom e velho português! Dê aqui três vivas, chame a mamãe e o papai, dancem o vira e fiquem felizes por eu ter UMA aula que eu gosto.
Aí quando cê pensa que acabou eu te digo que sábado-feira tem aula. Aula de.. esqueci o nome da matéria, mas é tipo conhecer os possíveis locais de trabalho, com direito a visita e tudo. Vamos visitar bibliotecas e museus não só da cidade, como também a Biblioteca Nacional, que fica na
E cá estou eu numa segunda-feira de carnaval, suando em cataratas, morrendo de sono, depois de ter chorado outras cataratas assistindo as olimpíadas de inverno. Coisa mais linda de Noel a patinação artística de duplas, chorei muito mesmo. Teve até Stravinsky de trilha e o casal ficou lá atrás. Enfim.
Agora tenho terça e quarta pra, hm, dormir, e ler umas bagaça aí pras aulas.
Volto quando.. não sei quando. Quando der na telha.
Hasta.
♪ [off]
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
1º negação; 2º raiva; 3º...
Esse post vai ser bem menina-de-15-anos-fã-de-harry-potter, embora eu não tenha 15 anos ou vá falar sobre Harry Potter. Tenho (quase) 20 e vou falar de Oasis.
Esses dias a ficha tá me caindo quanto ao fim do Oasis. Quando foi anunciado eu pensei "tsc, de novo". Mas não sei.. agora eu tô começando a acreditar na possibilidade de ter acabado mesmo, de uma vez por todas. Aí, não sei porquê (provavelmente por causa da edição da NME com um especial sobre eles, a matéria tá incrível, mil sorrisos enquanto eu lia) senti uma necessidade de agir como uma menina de 15 anos, e, além de apenas ouvir sem parar, coisa que er.. eu já faço sempre, fui no YouTube e vi todos os clipes (pela enésima vez), assisti os shows que eu tenho no computador (pela enésima vez), e ainda fiquei passando fotos, lendo/vendo/ouvindo entrevistas (tudo pela enésima vez), mas dessa vez prestando muita atenção. E com o pensamento de "acabou". Chorei várias vezes.
Depois baixei um mp3 do último show que eles fizeram antes da briga em Paris. Foi o V Festival, no Weston Park. Ouvi cada música com o pensamento de "é a última vez que essa música tá sendo tocada com Noel e Liam juntos", e realmente, se o Liam resolver continuar tocando as músicas velhas com o "novo" Oasis, vai ser impossível tocar as que o Noel canta. Isso é dizer "tchau" pra, entre outras, Don't Look Back In Anger e The Masterplan, que por acaso são os momentos mais lindos do show, sem falar da ausência do backing nas outras. O Noel, caso faça carreira solo, deve continuar com elas, mas hm, não é a mesma coisa. Confio no Noel sozinho, mas confio mais nele com o Oasis. E no Liam eu não confio de jeito nenhum hahaha! Mentira, até confio. Songbird é dele. Mas chorei ouvindo esse show também.
Sinceramente, tô ouvindo Oasis enquanto escrevo e tô quase chorando de novo. Liam e Noel intercalando seus gritos de "some might saaaaaay". Nunca mais. Pelo menos, durante esses quase 20 anos de banda muita coisa foi feita. Tem muita música pra continuar ouvindo, incluindo as b-sides que mais parecem música de trabalho.
Não sei o que eles vão fazer agora, mas sei que vai ser bom. E ainda tenho a esperança sim de eles voltarem, um dia.
Se Noel quiser.
Tá, tá.. Deus. Se Deus quiser.
Noel.
♪ Oasis - Cast No Shadow
Esses dias a ficha tá me caindo quanto ao fim do Oasis. Quando foi anunciado eu pensei "tsc, de novo". Mas não sei.. agora eu tô começando a acreditar na possibilidade de ter acabado mesmo, de uma vez por todas. Aí, não sei porquê (provavelmente por causa da edição da NME com um especial sobre eles, a matéria tá incrível, mil sorrisos enquanto eu lia) senti uma necessidade de agir como uma menina de 15 anos, e, além de apenas ouvir sem parar, coisa que er.. eu já faço sempre, fui no YouTube e vi todos os clipes (pela enésima vez), assisti os shows que eu tenho no computador (pela enésima vez), e ainda fiquei passando fotos, lendo/vendo/ouvindo entrevistas (tudo pela enésima vez), mas dessa vez prestando muita atenção. E com o pensamento de "acabou". Chorei várias vezes.
Depois baixei um mp3 do último show que eles fizeram antes da briga em Paris. Foi o V Festival, no Weston Park. Ouvi cada música com o pensamento de "é a última vez que essa música tá sendo tocada com Noel e Liam juntos", e realmente, se o Liam resolver continuar tocando as músicas velhas com o "novo" Oasis, vai ser impossível tocar as que o Noel canta. Isso é dizer "tchau" pra, entre outras, Don't Look Back In Anger e The Masterplan, que por acaso são os momentos mais lindos do show, sem falar da ausência do backing nas outras. O Noel, caso faça carreira solo, deve continuar com elas, mas hm, não é a mesma coisa. Confio no Noel sozinho, mas confio mais nele com o Oasis. E no Liam eu não confio de jeito nenhum hahaha! Mentira, até confio. Songbird é dele. Mas chorei ouvindo esse show também.
Sinceramente, tô ouvindo Oasis enquanto escrevo e tô quase chorando de novo. Liam e Noel intercalando seus gritos de "some might saaaaaay". Nunca mais. Pelo menos, durante esses quase 20 anos de banda muita coisa foi feita. Tem muita música pra continuar ouvindo, incluindo as b-sides que mais parecem música de trabalho.
Não sei o que eles vão fazer agora, mas sei que vai ser bom. E ainda tenho a esperança sim de eles voltarem, um dia.
Se Noel quiser.
Tá, tá.. Deus. Se Deus quiser.
Noel.
♪ Oasis - Cast No Shadow
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Ahhhh é brinks! :|
A STATEMENT FROM NOEL
28 August 2009
"It's with some sadness and great relief to tell you that I quit Oasis tonight. People will write and say what they like, but I simply could not go on working with Liam a day longer.
"Apologies to all the people who bought tickets for the shows in Paris, Konstanz and Milan."
"Apologies to all the people who bought tickets for the shows in Paris, Konstanz and Milan."
Daniela diz:
*olha,eu não entendo muito de oasis,mas se ele sair,a banda vai meio que acabar
Debs diz:
*claro que vai, ele escreve 80% das músicas
Daniela diz:
*todo mundo de luto,gente
Debs diz:
*que dia é hoje
*28 de agosto
*ok, dia 28 de agosto é a data no fim da minha vida
*de agora em diante não vou viver
*vou seguir um rumo incerto
*vou pra onde me mandarem ir
*não tenho mais vontade própria
*nem sonhos
*nem esperanças
*só um coração que bate
*sem motivo
*puro instinsto
Daniela diz:
*:'(
Debs diz:
*que o dia de hoje seja lembrado pelas gerações futuras
*como o dia que o gênio abandonou a genialidade
Daniela diz:
*calma,deh
Debs diz:
*dia 28 de agosto
Daniela diz:
*se ele realmente sair,ele pode seguir carreira solo
Debs diz:
*o mundo perdeu a maior banda que já pisou num palco
*dia 28 de agosto
*de 2009
Daniela diz:
*deh,você não tá chorando não né?
Há, fala que é piadinha! É piadinha, né?! Noel vive de chilique, gente! Quantas vezes ele falou que o Oasis acabou? Que ele não aguenta mais o Liam? Ahhh é brinks! :D
Fala que é brinks, pelo amor de Deus! :(
Listening to: [off]
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Si, es fueda
Aha, muy fueda.
Foda mesmo, velho, ter uma paixãozinha pela Espanha e não querer falar espanhol.
Passar tardes alternando entre Google Earth e TrekEarth, sobrevoando Barcelona e vendo fotos da mesma, respectivamente. E ao mesmo tempo não suportar ouvir uma pessoa falando espanhol. E sendo o espanhol tão próximo do português eu não vou ter desculpa pra não entender o que as pessoas falam.
Que que eu vou fazer quando eu for pra Barcelona? E quando eu vir um espanhol gatchenhow? Vou falar:
- Man, please, can you speak only in english?
- Why?
- Cause you're really cute, but I just can't stand a person speaking in spanish.
- Then why the hell are you here?!
E vai embora me deixando sozinha.
Ou em todo caso eu finjo que sou inglesa e não falo espanhol. Aí a gente tá indo pra uma balada e me pedem a identidade na porta. E eu mostro o RG, e ele lê ''República Federativa do Brasil'' de um lado, e do outro ''São Paulo-SP, Alto da Mooca''.
Aí sou desmascarada em público, ele me chama de mentirosa sem vergonha e vai embora me deixando sozinha de novo.
Ou ainda, tô com ele fazendo compras na La Rambla quando sou assaltada, porque me ouviram falando inglês e perceberam que eu sou turista, aí ele me leva na polícia e eles pedem meu passaporte.
Tá, chega.
Deixa eu me preocupar com isso quando eu tiver dinheiro pelo menos pra passagem de ída a Barcelona.
Mas que es fueda, es.
Listening to: The Blows - Disco [aí, ó, aí.. banda espanhola]
Foda mesmo, velho, ter uma paixãozinha pela Espanha e não querer falar espanhol.
Passar tardes alternando entre Google Earth e TrekEarth, sobrevoando Barcelona e vendo fotos da mesma, respectivamente. E ao mesmo tempo não suportar ouvir uma pessoa falando espanhol. E sendo o espanhol tão próximo do português eu não vou ter desculpa pra não entender o que as pessoas falam.
Que que eu vou fazer quando eu for pra Barcelona? E quando eu vir um espanhol gatchenhow? Vou falar:
- Man, please, can you speak only in english?
- Why?
- Cause you're really cute, but I just can't stand a person speaking in spanish.
- Then why the hell are you here?!
E vai embora me deixando sozinha.
Ou em todo caso eu finjo que sou inglesa e não falo espanhol. Aí a gente tá indo pra uma balada e me pedem a identidade na porta. E eu mostro o RG, e ele lê ''República Federativa do Brasil'' de um lado, e do outro ''São Paulo-SP, Alto da Mooca''.
Aí sou desmascarada em público, ele me chama de mentirosa sem vergonha e vai embora me deixando sozinha de novo.
Ou ainda, tô com ele fazendo compras na La Rambla quando sou assaltada, porque me ouviram falando inglês e perceberam que eu sou turista, aí ele me leva na polícia e eles pedem meu passaporte.
Tá, chega.
Deixa eu me preocupar com isso quando eu tiver dinheiro pelo menos pra passagem de ída a Barcelona.
Mas que es fueda, es.
Listening to: The Blows - Disco [aí, ó, aí.. banda espanhola]
sábado, 25 de julho de 2009
Desabafo
Faz um tempo que tô sem falar com o meu pai. O motivo é o mesmo de sempre que a gente fica sem se falar: as coisas super delicadas e amorosas que ele diz sobre mim.
Não posso falar que tenho um mau pai, porque ele nunca me agrediu fisicamente, porque se eu pedir 'faz isso?', 'compra aquilo?', 'me leva lá?' ele faz, compra e me leva.
Mas ele nunca pegou meus cadernos da escola, nunca me ajudou a fazer uma lição de casa ou um trabalho, nunca me pôs pra dormir, nunca me deu um abraço, nunca me deu um beijo, nunca falou nada carinhoso.
E hoje ele fala um monte de merda que eu tenho que ouvir sem responder.
Não interessa que eu nunca tenha tirado uma nota vermelha na vida. Interessa é que eu não lavo roupa.
Não interessa que eu não seja uma prostituta. Interessa é que eu tenho que fazer a janta.
Não interessa que eu não seja traficante. Interessa é que eu tenho 19 anos e não tenho trabalho.
Às vezes eu acho que se eu fosse prostituta ou traficante ele teria mais orgulho de mim, porque pelo menos eu estaria trazendo dinheiro pra casa, pra pagar a conta da luz que ele deixa acesa sem precisar enquanto reclama que eu gasto demais no computador.
Eu quero mais do que nunca ir embora dessa casa. Já falei pra minha mãe, se a gente se mudar eu viro chef de cozinha, faxineira e até trabalho como babá. Só pra poder passar um dia sem meu pai falando o quão inútil eu sou.
Fim do desabafo; grata pela atenção.
Listening to: CatPeople - Pretty Things
Não posso falar que tenho um mau pai, porque ele nunca me agrediu fisicamente, porque se eu pedir 'faz isso?', 'compra aquilo?', 'me leva lá?' ele faz, compra e me leva.
Mas ele nunca pegou meus cadernos da escola, nunca me ajudou a fazer uma lição de casa ou um trabalho, nunca me pôs pra dormir, nunca me deu um abraço, nunca me deu um beijo, nunca falou nada carinhoso.
E hoje ele fala um monte de merda que eu tenho que ouvir sem responder.
Não interessa que eu nunca tenha tirado uma nota vermelha na vida. Interessa é que eu não lavo roupa.
Não interessa que eu não seja uma prostituta. Interessa é que eu tenho que fazer a janta.
Não interessa que eu não seja traficante. Interessa é que eu tenho 19 anos e não tenho trabalho.
Às vezes eu acho que se eu fosse prostituta ou traficante ele teria mais orgulho de mim, porque pelo menos eu estaria trazendo dinheiro pra casa, pra pagar a conta da luz que ele deixa acesa sem precisar enquanto reclama que eu gasto demais no computador.
Eu quero mais do que nunca ir embora dessa casa. Já falei pra minha mãe, se a gente se mudar eu viro chef de cozinha, faxineira e até trabalho como babá. Só pra poder passar um dia sem meu pai falando o quão inútil eu sou.
Fim do desabafo; grata pela atenção.
Listening to: CatPeople - Pretty Things
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